quarta-feira, 8 de junho de 2011

A minha costela 'Markliana'

Sou fã da rubrica matinal do Nuno Markl na Rádio Comercial "Caderneta de Cromos" e tenho pena de não poder partilhar algumas das memórias visto não ter sido uma adolescente de 80 mas sim um bébé de 80. No entanto todos nós temos o nosso pequeno baú de tesourinhos deprimentes ou como o Markl lhes chama, cromos! Quando pensei em escrever isto só me veio à cabeça paixões que acompanharam o meu crescimento (sim porque agora sou muito grande e adulta) e isso faz-me pensar seriamente que estou a entrar em declínio e que sou uma verdadeira tarada que só pensa em homens! Mas o que efectivamente caracteriza a idade do armário é esse descontrolo hormonal que para qualquer lado que olhemos vemos o futuro pai dos nossos filhos mesmo sendo ele 25 anos mais velho que nós, viver em Hollywood e possivelmete nunca o podermos ver na vida quanto mais falar-lhe... Mas nos nossos pequenos cérebros tudo é possível! Mas o que quero falar aqui não são esses amores arrebatadores, mas sim a memória mais remota que tenho, em sentir admiração por um ser do sexo oposto! Eu devia ter 6/7 anos e aposto que esta memória é partilhada por muitas de vocês que são da minha geração e que viram essa grande novela da TV Globo chamada Pedra Sobre Pedra a minha primeira "crush" foi nada mais nada menos do que, Jorge Tadeu!! Ele era perfeito, pelo menos aos meus olhos. Aquele cabelo (Bilhaccc), garanhão, vestia-se sempre em tons camel, máquina fotográfica em punho e aí andava ele. Até que num certo episódio na novela, decidem matá-lo! Mas como parte da magia das novelas reside em gente gira, tiveram de arranjar maneira de o fazer voltar à trama. E como? Flashbacks? Feitiços e bruxaria? Naaaa... Quem o queria voltar a ver (de maneiras muito marotas) tinha de comer uma dita flôr.

 Antúrio (segundo o Sr. Google)

Mas isto só melhora... Porquê esta flôr específica? Porque em vida o Sr. Tadeu tinha o belo hábito de urinar na àrvore que dava estas flores. Há coisa mais sexualmente estimulante do que isto? Mas não era este simples facto que as parava de comer as ditas flores alarvemente! Enfim... Mas o certo é que essas flores foram mesmo moda, dado que em minha casa existiram algumas. Óbvio que já se está a ver o desfecho da história não é? A minha massa encefálica em crescimento teve de tirar as teimas... e vá de espetar valentes dentadas nas flores cá de casa! Mas só mesmo dentadas, nunca tive coragem de mastigar, quanto mais engolir. E o que é que eu ganhei com isto? Duas coisas: um sabor terrível na boca e uns raspanetes por andar estupidamente a morder flores. E agora eu penso, e se por vontade do Diabo, só para me tramar o homem aparecia-me mesmo, depois de eu trucidar um apetitoso Antúrio, o que é que eu fazia? Provalmente gritava e pedia ajuda!!  
Mas toda esta mística tinha de ser acompanhada por uma Banda Sonora memorável não acham? E aqui sim residia o grande poder que o Jorge Tadeu exercia em mim, a música "Cabecinha No Ombro" cantada estoicamente por Joanna e Fagner. Eu ADORAVA a música!! Devo ter tido a cassete claro e passava a vida a cantarolar isto, a música sempre foi um factor muito importante na minha vida! E quase que aposto que muito amante de música estranha e de difícil audição, foi muito feliz a ouvir "Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora!".
E agora aqui fica um dois em um, um video com a brilhante música e fotos várias do homem, na altura em que era um valente xuxu!! LOL Enjoy***



Beijos e Abraços 


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